sábado, 24 de janeiro de 2009
Uma singela homenagem (e infelizmente não muito boa) a Mickey Rourke e Daren Aronofsky. Espero que Mickey, após o fatídico salto literalmente mortal, continue a dar muitos outros saltos.
quinta-feira, 15 de janeiro de 2009
Uma inexistência.
Marina.
Marina, sim, Marina, onde está Marina? Se agarrando com o outro, tenho certeza. Se não se agarrando, pensando no outro, fazendo coisa com o outro. Rindo com a amiga. É do que escrevi, sim, é do que escrevi. Olha e ri, olha e ri, olha e ri, um risozinho dissimulado. Escrevi, com muita dor, com olhos molhados. E ela ri. Não ri porque é alegre, não senhor. Ri porque despreza, ri porque não gosta. Ri porque assim me ridiculariza ali. Prefere o outro, que tem carro, que pode comprar, que nunca muda, que é sempre o mesmo idiota. Me chama de louco, me diz que invento coisas, que não mato o passado. Como matar o passado se o passado é como o presente? Não falo mais com Marina, odeio Marina, fico contrariado por ter que falar com Marina. Mas aí Marina vem, às vezes com jeito doce, e gosto de Marina, amo Marina, quero Marina. Quero não querer Marina, nunca mais Marina, sumir Marina, sumir galinhas que cercam Marina, que cacarejam ao redor de Marina e que galinhizam Marina.
Marina não é prazer. Marina é dor, Marina é amor à dor, ao desprazer, à tortura. Marina já não é mais a Marina. Ou é o fim de Marina, ou Marina é o fim.
My heart feel sick, and it heart when I speak
Solidão; palavra que toma vida própria, que gera tal sensação de agonia e um desespero agudo, sofisticado, evoluido, imune a quase todas as medidas que se poderia tomar em relação a tal sentimento; solidão representa medo, um medo de, ah, quem sabe medo de ser a ultima pessoa do mundo, ou medo de nunca ter certeza de que terá alguém por perto tempo suficiente pra que não consiga se lembrar mais de como é se sentir só.
E por um acaso, pra quem acredita em acaso, quase todas as pessoas que foram capazes de se encaixar nesse 'alguém', todas que disfarçam a solidão, melhoram o medo, remediam o desespero, abandonaram seus postos.
Todavia outro 'autor' (honestamente, acho pretenção de minha parte, e bondade da de outras pessoas, me considerar um autor, por mais que no sentido literal da palavra isso não estaria de forma alguma errada, todavia me soa de forma honorável demais) que aqui se encontra o faz, portanto a este devo respeito.
quarta-feira, 14 de janeiro de 2009
nunca tivera férias tão monótonas e tão fantásticas como essas.
while I still sane...
ele ainda está são.