sábado, 24 de janeiro de 2009

Se equilibra sobre as pernas trêmulas. O coração não mais agüenta. Apoia-se nas cordas, enquanto o amigo finge ser se oponente, caído. Todos gritam, sim, gritam. Não gritos de ódio, de escárnio, mas gritos de amor. Sim, o público é tudo o que lhe restou. Sua família, que o ama a cada vez que mostra seu sangue. É seu fim, mas também seu recomeço. Escala as cordas, elásticas. Suas pernas tremem, tentando equilibrar-se. Medo, ânsia, dor. Não encontra mais a amiga. É a hora, vem o fatídico e mortal pulo. Pula.

Uma singela homenagem (e infelizmente não muito boa) a Mickey Rourke e Daren Aronofsky. Espero que Mickey, após o fatídico salto literalmente mortal, continue a dar muitos outros saltos.

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